Monday, December 18, 2006
O outro palco...

O outro palco...

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O "LostSoul" desce o pano.
O tempo que urge
é de improviso
e
reencontro.


Posted at Monday, December 18, 2006 by BrightDarkness
Leave a part of You  




Monday, August 07, 2006
The necessary end for the inevitable start

YOU'RE GONE
(everybody knows that)


" Dry the tears behind my eyes
When I whisper your name
You said you'd come here everynight
Just to hear me sing

Everybody knows that I don't wanna grow
Everybody knows that I don't wanna know
Everybody knows that you're gone

Ah,don't you feel alive
When you dance between my thoughts
You swore to come here everynight
Just to sing our song

Hurry up and please just hold my hand
So I can be released "

FINGERTIPS

...

Sometimes we need to see death to feel alive...
Sometimes we need to cry our needs to ever accomplish them..
For now, I need to stay quite...
Like this...Just quite...
Rest my confused thoughts,
And reborn again...
Over and over again...
One more time...

Show myself,  refilled with  fresh delusions,
shouting out loud my need to stay alive.

Until then...
The silence.

Finalmente, Boas Férias!


Posted at Monday, August 07, 2006 by BrightDarkness
The Words You Left Behind(2)  




Saturday, July 08, 2006
A valsa do escorpião

Sempre rompeste o silêncio com o teu olhar
Amargurado de ausências e costumes.
Jazias sempre quieto nesse rito de amar,
Sangravas os olhos a ver estrelas brilhar,
Encontraste-me por ciúmes.

Dissolveste-te nos meus dedos,
Como um dia te diluíste no meu peito.
Essa química perfeita das sensações,
Como quem tortura gemendo de prazer,
A melodia das contradições.

E enquanto buscas o significado ofusco das palavras,
Elas dançam-me debaixo da língua.
Cozi os lábios com a mesma singela gentileza
Com que um dia me tocaste a pele nua,
Fiel na incerteza.

Não iriam fugir essas pertinentes feições,
Esses gestos delicados, esses contornos de magia.
Ensinaste-me a valsa dos escorpiões,
Esse ritmo alucinante das tentações
Que culminava no veneno em que morria.

Não te pertencia, mas o tempo não esperou
e enquanto apodreço dentro de mim
recordo o que passou,
em que desertos ocultos te escondeste.
A  inércia que me prendeu aqui,
cegou-me as forças, atou-me os membros...
Pergunto-me se te perdeste.

Se nessa fina areia que escorre da ampulheta,
também eu me perdi
para sempre.
...

*

P.S- Estou somente à tua espera...
 


Posted at Saturday, July 08, 2006 by BrightDarkness
Leave a part of You  




Friday, July 07, 2006
Vagamente objectivo

Por muito frio que seja admiti-lo,
nesta vida só prevalece o que é objectivo.
É claro que o subjectivo é muito mais misterioso, poético, profundo, marcante...

Mas a morte também o é
e não há nada mais objectivo que isso.

*


Posted at Friday, July 07, 2006 by BrightDarkness
Leave a part of You  

O Hoje de Ontem

Hoje, não deveria ter acordado.
E começa a ser ridícula toda esta impossibilidade de opção.
Alguém nos perguntou se queríamos ter nascido?
A resposta agora também pouco interessa.
Mas hoje, eu deveria ter direito a dizer que não, não me apetece abrir os olhos e ver um qualquer pormenor magnífico, um qualquer momento raro.

Hoje nada me delicia e muito menos sacia.
Mas alguém me dá o direito de não ser eu por 24h?
De nascer para uma qualquer vontade maior longe deste corpo morto e fétido?

Devia poder dar-me esse direito, esse propósito.
Mas desde quando o que deve ser o é de facto?
Raras são as vezes e sempre pouco oportunas.

Podia neste delírio vago e seco ansiar por asas, sonhos ou estrelas... Mas é que nem isso me apetece, a sério que nem isso me desperta.
Resta-me esperar, como fazemos sempre que as respostas não surgem. Embora nem essas eu as procure.
Pelo menos não hoje.

Então deixem-me dormir...E amanhã de manhã, ao primeiro raiar do sol, perguntem-me baixinho:

- " Então pequena, sempre queres nascer hoje para o mundo? "

Quem sabe talvez assim, com jeitinho, se levante a força e se cerrem os punhos para a batalha constante da vida e para a guerra eterna que mora em nós.

Até amanhã.

*


Posted at Friday, July 07, 2006 by BrightDarkness
Leave a part of You  




Sunday, June 04, 2006
O novo começo

Muito ficou por dizer, na inocência das palavras.
Já nada há a ser retomado,
nem nunca poderia.

Agora,
Que os olhos abram para o que nunca havia sido visto.
Que a pele toque o que nunca antes havia sentido.
Que os velhos cheiros se dissolvam nos novos, numa simbiose de fresco,
numa essência de vida.

Que o mundo nasça de novo,
para que nada tenha de ser retomado,
mas sim construído de raiz.
Há sempre bases que aguardam...

Que se faça luz,
para iluminar outro caminho que não a morte.

Que se extinga assim o monólogo,
porque o tempo é de gente.
...
À que contrariar a tendência
e sempre me deu gozo ser do contra.


*



Posted at Sunday, June 04, 2006 by BrightDarkness
The Words You Left Behind(1)  




Monday, May 15, 2006
Cena X- O início do fim

Vá...
Continua...
Insiste...
Volta a insistir...
Desta vez com mais força...
Desta vez, bem devagar...

A dor, assim, devagar...

Como a lâmina que corre pela minha pele, que é doce, não a pele, mas a lâmina,  doce, que corta, fundo, mais fundo ainda...E que rasga, rasga, de cima para baixo, até me deixar nua, de pele, de vícios...

Então vá, mais uma vez,
Insiste...
Desiste...
Mente...
Persiste...

Volta a levar-me à combustão, até que a carne derreta e se espalhe, como uma nódoa de sangue no asfalto vivo e cansado de ser pisado...

E ardo... E grito... E sofro...

Agora de novo...
Insiste...
Continua...
Com força...
Devagar...

Pisa os meus dedos, um a um, e roda os pés, e volta a rodar, o teu peso, sobre os meus dedos, e a dor, que cega, é intensamente lenta...Agora pisa-me o peito, salta-me no peito, aberto e marcado das chagas, esventrado, seco, pisa-me agora o pescoço...

Sufoca-me,
Arde-me,
Pisa-me,
Abre-me com essas lâminas de vidro fumado, que não me deixa ver através, corta-me os cantos da boca, para que o grito seja engolido, ou os cortes amplificados...

Podes continuar,
podes até rir,
gargalhar,
Sublimar-te de prazer......


Mas não negues que a vida ainda mora neste corpo,
esta alma que te assombrará essas noites de glória.

Eu vou voltar e devolver-te esse jogo sádico de emoções.

E tu vais enlouquecer de raiva como eu desesperei de dor...

E eu vou ser feliz,
quer queiras,
quer não!

*


Posted at Monday, May 15, 2006 by BrightDarkness
The Words You Left Behind(4)  




Sunday, May 14, 2006
O conteúdo da espera

Nesse momento houveram palavras indecifráveis a ocupar os silêncios vazios.
Se bem que, na realidade, estes não existiam.
Era um daqueles momentos em que se sentia mais só que nunca, na companhia de grupos incontornáveis, unidos, já há muito construídos.
Só, porque sentia que não pertencia ali.

Não pertencia noutro qualquer lugar do presente, nem do futuro.
Não pertencia a si.

Então constatava apenas a posição previligiada da observação.
Olhares imperfeitos, vazios, mas por isso mesmo previligiados. Dessa forma poderia "encher-se" de outros, mesmo que o recipiente estivesse lascado, corroído, com profundas fendas.

Mesmo que nos instantes seguintes volta-se a esvaziar o conteúdo, mesmo que essa perda fosse a maior das perdas, a maior das fraquezas, também por instantes continha o olhar de um só indivíduo, a sua forma de ser, agir, pensar e sorrir.

Por vezes nem eram indivíduos apenas... Eram aglomerados de pessoas. E então voltava a "encher-se" de pontos em comum, de gostos partilhados, de opiniões diversas, daquela força una, por si só, o bastante.

Ela até podia estar a apodrecer dentro si, a morrer de sede, a afogar-se no próprio sal das insónias, a mutilar-se com uma estranha sensação de conforto e rotina... Mas sabia que o mundo não parava de rodar, o espectáculo continuava, e ela assistia na cadeira mais distante e oculta na penúmbra.

E esperava o momento certo para saltar da plateia, bater com os pés nus na madeira, nus como ela de estereótipos ou temores, e verificar por si só, afinal, que teria ela guardado em si de tudo aquilo...
O vazio ou os momentos?
O sal ou o sangue?
O eterno tremor ou a coragem?

É claro que enquanto esperava, anulava-se em si mesma e nos olhares alheios...Era a única forma que conhecia de estar pronta a receber os outros e procurar-se em si. Descobrir afinal, o que significava tudo aquilo.

Ainda hoje se mutila.
Ainda hoje chora.
Ainda hoje espera...


E ainda morre, a cada nascer do dia, à procura da melhor forma de renascer.

*


Posted at Sunday, May 14, 2006 by BrightDarkness
The Words You Left Behind(1)  




Wednesday, May 03, 2006
Another Lyryc

Flutuo

Consigo deslindar o meu gosto sem esforço
Balanço é o que a maré me
E eu
não contesto
O meu destino está fora de mim
Eu aceito
Sou eu despida de medos e culpas
Confesso


Hoje eu vou fingir
Que não vou voltar
Despeço-me do que mais quero
Só para não te ouvir dizer
Que as coisas vão mudar
Amanhã


 

Flutuo

Consigo deslindar o meu gosto sem esforço
Balanço é o que a maré me
E eu
não contesto
Amanhã pensar nisso sempre me dá mais jeito
Fazer de mim Pretérito Mais Que Perfeito.

Hoje eu vou fingir
Que não vou voltar
Despeço-me do que mais quero
Só para não te ouvir dizer
Que as coisas vão mudar
Amanhã

Amanhã

Hoje eu vou fugir
Para não me dar a vontade de ser tua
Só para
não
me ouvir dizer
Que as coisas vão mudar
Amanhã
Amanhã
Amanhã


Susana Félix


Posted at Wednesday, May 03, 2006 by BrightDarkness
The Words You Left Behind(2)  




Saturday, April 29, 2006
Cegueira

Quando nasceu os seus olhos vinham selados, como os demais. Todos nascemos assim.
Deixou-se crescer, meio assério, meio a brincar, delineando o percurso mais...Correcto. Porque é assim que deve ser: correcto. É correcto pedir desculpa, e é correcto dizer "obrigada", e é correcto dizer-se "dá-me licença", e é correcto pedir-se "perdão, e é correcto dizer-se "as minhas condolências" quando alguém parte (sem nunca porém, provavelmente, ter aberto os olhos)... Tudo isso é muito...Correcto.
Isso é também,  no entanto, outra história.

Nasceu (-emos) então com os olhos fechados e então cresceu (-emos)...Alguns fazem-no, outros nem tanto, uma grande parte nunca.
A questão é,
será que depois de todo o processo, toda a dedicação ao "eu" e ao "mim"...Será que ela alguma vez abriu realmente os olhos? Será que ela alguma vez viu o que está "do lado de fora"?

Colidem contra ela as realidades cruas de eufemismos, como chapadinhas na cara de um ser inanimado. Finalmente algo para além dos seus "problemas".
Apercebe-se finalmente dos verdadeiros problemas nos outros.
Finalmente apercebe-se do que perdeu nos outros, dos outros e em si.

Tremem as pálpebras. Chega até a derramar uma ou duas lágrimas, que não sabe se são da tristeza dos outros ou da aflição dela.

Finalmente sente que o que cultivou dos outros (por vezes nos outros) foram memórias, e das memórias só nasce a saudade, e a saudade é cega, porque não conhece o agora.
A memória está tão longe, e é só isso, recordação.

Cega no fundo de si, cega para si, cega para consigo.
Só se apercebe da doença quando o choque lhe paralisa o corpo
e os olhos agora abertos
de espanto.


Posted at Saturday, April 29, 2006 by BrightDarkness
The Words You Left Behind(1)  




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* Assim me habituei a Morrer... Com uma esferográfica cravada no coração *.

"Este vício de sorrir nos bastidores quando a vontade é a de um monólogo infinito na boca de cena..."

"Rudes e breves as palavras pesam
mais do que as lajes ou a vida, tanto,
que levantar a torre do meu canto,
é recriar o mundo pedra a pedra."


" All of old. nothing else ever. ever tried. ever failed. no matter.Try again. Fail again. Fail better. "


Lost Soul (s)


   









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